Aduaneiras
    E-mail:Senha:    Login com e-CPF/e-CNPJ
Consultoria Aduaneiras
Aduaneiras
Home
CD-Rom
Cursos
Livraria
Publicações
Sistema
Aduaneiras
Consultoria
Aduaneiras
Digite palavra ou assunto  sexta-feira, 19 de março de 2010  
resenha do comércio exterior - apresentação
cadastro
altere seus dados
 
TECwin Desktop
    (Tarifa Externa Comum)
TECwin WEB
    (Tarifa Externa Comum)
Legislação Geral
GPEX - Guia Prático de
     Exportação
LBI - Legislação Básica      de Importação
CNVI - Normas Vigentes     de Importação
Dicionário de Logística e      Comércio Exterior 

Consultoria

Cadastro e/ou Bloqueio     de Consulente

Espaço Consultoria

Roteiros

Cadastro Internacional

Cursos

Livraria

Follow Up Book

Convênios e Parcerias

Divulgue seu Trabalho

Seja nosso Autor

Câmbio

Sem Fronteiras Express

Siglas & Abreviaturas

Sites Oficiais

Artigos

Notícias

Empresa

Representantes

Assessoria de
    Imprensa



8Data do Artigo: 12/03/2010Envie este artigo para um amigo
<Transportes
Containers na ferrovia
Samir Keedi
Devemos nos perguntar por que as ferrovias brasileiras não transportam tantos containers como deveriam. Em especial para e dos nossos portos. Hoje a ferrovia funciona bem melhor do que num passado recente. Nas mãos da iniciativa privada, tudo mudou a partir de 1996. A operação é mais eficiente. A velocidade é maior. Os acidentes são menores, etc. O histórico passado de ineficiência foi superado. Esperamos não ter mais presidentes que digam que governar é abrir estradas. Precisamos delas, sim, mas não para transportar a maioria da nossa carga. Parte dela é imprescindível, mas apenas esta.

Sabemos que nossa ferrovia é pequena, não passa de 29.000 quilômetros e já teve 35.000, em 1948. É pena que tenha sido abandonada por tanto tempo. De tal modo, que sua ocupação espacial hoje é de minúsculos 3,4 quilômetros lineares por 1.000 quilômetros quadrados de território, o que é no mínimo humilhante. Para comparação, nossos hermanitos vizinhos do sul têm 12 e a Alemanha 130 quilômetros.

Em meados da década de 90 ela estava destroçada, com o mesmo tamanho de hoje, sem qualquer credibilidade. A velocidade média absolutamente irrisória. Entre os problemas, a falta de investimento, as 12.400 passagens de nível, as invasões de domínio das ferrovias. Bem como os problemas sérios de bitola. Em que 80% da nossa ferrovia apresentam a bitola métrica e 20% apenas tem a bitola larga, de 1,60 metro. E, tecnicamente, nenhuma das duas é a bitola padrão, cuja medida é 1,435 metro.

Esse quadro degradante, por força da história da logística no Brasil, começou a mudar há aproximadamente uma década e meia. O princípio foi a abertura econômica. Continuada com a abertura dos portos através da privatização das suas operações. Tais atos começaram a dar nova face à logística brasileira, bem como uma identidade, desconhecida até então.

Nesse contexto, com a necessidade de começar a reduzir o famigerado Custo Brasil, a ferrovia ganhou seu quinhão. O que ocorreu com a privatização das suas operações. À semelhança dos nossos portos. Com a sua divisão em 11 malhas, ela foi transferida à iniciativa privada para operação, acompanhada com a exigência de investimento e modernização. Pedido, naturalmente dispensável, em se tratando de iniciativa privada, que existe para criar, investir e lucrar.

Após investimentos de aproximadamente 20 bilhões de reais, modernizando e dobrando a capacidade de transporte, a ferrovia atingiu um nível mais adequado às pretensões nacionais de inserção mundial. Uma ferrovia que dava prejuízos milionários passou a dar lucro. Os concessionários transferiram à União algo como 10 bilhões de reais entre impostos e pagamento de concessões no mesmo período.

O que resta agora, basicamente, é o seu crescimento. E o governo, ainda que lentamente, e deixando a desejar, está investindo um pouco nisso, com a projeção de alcançar nos próximos anos mais 5.000 quilômetros de ferrovias. Pouco, mas um começo. Pena, nessa história triste, é o governo ter devolvido às ferrovias menos de 10% do que elas pagaram a ele.

Com os investimentos e operações privadas, e a “inteligência estatal” (sic) de se livrar do abacaxi, a ferrovia mudou, e muito. Elas já transportam hoje uma gama maior de mercadoria do que antes, inclusive containers.

A credibilidade e confiança na ferrovia cresceram, e a conquista em novos produtos para transporte é uma constante. As cargas direcionadas aos portos são uma realidade cada vez mais palpável. O transporte de containers, pelo que temos acompanhado, cresce a olhos vistos. Mais de 200.000 TEU – twenty feet or equivalent unit (unidades de 20 pés – 6,09 metros) – são transportados anualmente por ela.

E continua o esforço para que essa quantidade “cresça e apareça” aos olhos de todos. E quanto mais dessas maravilhosas caixas metálicas forem transportadas, melhor será para a economia e o comércio exterior. Já que é um frete mais vantajoso, torna a empresa mais competitiva. E seu uso intensivo tende a alavancar a atividade. Isso será fácil se ela movimentar boa parcela dos mais de seis milhões de TEU que o País movimenta em seus portos. Claro que isso exige que se invista em acessos ferroviários aos portos, já que nem todos o tem.

Quanto a questão de ser um transporte mais lento, temos que transformar um limão numa limonada. Se o navio ainda tiver algum tempo para chegar, a opção pela ferrovia faz essa limonada. Além do frete mais conveniente, ainda transforma-se o trem num armazém ambulante. Economizando armazenagem nas pontas, fazendo-a de graça no transporte.
Samir Keedi
Economista com especialização na área de transportes internacionais.

Envie este artigo para um amigo

< Índice de Artigos
Página 1 de 42
1 2 3 4 5 Próxima >>
4 Containers na ferrovia
4 Bagagem desacompanhada na importação
4 Importação de bens de capital
4 Exportação sem cobertura cambial
4 O público e o privado
4 Comércio exterior e moeda de pagamento
4 Incoterms 2011
4 Ajustes do Mercosul na Tarifa Externa Comum para 2010
4 Aquecimento global
4 Quem tem medo da Linha Azul?

Teste grátis

Siga-nos no Twitter
Cursos Aduaneiras

Hermes Gonçalves Rossi
Importação de Equipamentos e Máquinas Usados

Data: 11 e 12/03/2010


Ruither Marques Pereira
Importação de Equipamentos e Máquinas Usados

Data: 11 e 12/03/2010


Daniel Polydoro Rosa
Importação Passo a Passo

Data: 15/04/2010


Rosaldo Trevisan
Regimes Aduaneiros Especiais

Data: 23/01/2010 (sábado)


Erasmo Jorge Pilz de Andrade
Tratamento Cambial nas Importações e Exportações

Data: 30/01/2010 (sábado)


André Folloni
Infrações e Penalidades Aduaneiras

Data: 06/02/2010 (sábado)


André Folloni
Processo Administrativo e Aduaneiro

Data: 27/02/2010 (sábado)


Romênia Marinho Rocha Rodrigues
Intensivo de Comércio Exterior (PR)

Data: 23/01 a 24/04/2010 (aos sábados)


Indicadores - Banco Central
© Copyright ADUANEIRAS- Todos os direitos reservados
UNIDADE CONSOLAÇÃO - 01301-000 - Rua da Consolação, 77
UNIDADE PAULISTA 01311-200 - Av. Paulista, 1.337 - 23º andar
Tel.: (11) 2126-9200 - Fax: (11) 2126-9010