TIAGO LIMA RESSALTA POTENCIAL DAS HIDROVIAS NO TRANSPORTE DE CARGAS EM EVENTO NA FIESP O diretor-geral em exercício da ANTAQ, Tiago Lima, defendeu ontem (21) em São Paulo (SP) a realização das obras para promover um melhor aproveitamento do potencial hidroviário no transporte de cargas. Lima palestrou para empresários da indústria, durante o 7º Encontro de Logística e Transportes, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp. Tiago Lima lembrou que o Brasil dispõe de uma bacia hidrográfica diversificada e provavelmente a maior extensão de malha hidroviária a se expandir no mundo. Contudo, o país terá de investir na construção de diversas eclusas para assegurar a navegabilidade e ampliar o transporte pelos rios. "O Ministério dos Transportes tem como prioritário a construção de 46 eclusas em empreendimentos hidrelétricos previstos e existentes por todo o país", destacou. A estimativa de custos para construção das 27 eclusas relacionadas na chamada Prioridade 1 do Ministério dos Transportes soma R$ 11,6 bilhões, sendo R$ 480 milhões por eclusa, de acordo com Lima. Ele afirmou que a construção dessas eclusas prioritárias é o grande desafio do setor produtivo, lembrando que o financiamento público para custear sua construção é plausível, uma vez que o BNDES já financia barragens de aproveitamentos hidrelétricos. Segundo o diretor-geral em exercício da ANTAQ, os portos e terminais do país movimentaram 886 milhões de toneladas de carga em 2011, cabendo ao transporte em vias interiores, cabotagem em vias interiores e longo curso em vias interiores uma participação de 11,76% nesse resultado, totalizando 98 milhões de toneladas. "Só na região hidrográfica da Amazônia foram transportados 9,8 milhões de toneladas na navegação interior. E boa parte dessa carga seguiu para cabotagem e para o longo curso", explicou. Lima destacou a expansão do setor em 2011, que cresceu em todas as regiões hidrográficas. Na região amazônica subiu de 9,12 milhões de toneladas em 2010 para 9,81 milhões de toneladas no passado; na bacia do Atlântico Sul, de 2,97 milhões de toneladas para 3,72 milhões de toneladas; na Tocantins-Araguaia, de 3,11 milhões de toneladas para 3,21 milhões de toneladas; na Hidrovia do Paraguai, de 3,89 milhões de toneladas para 5,44 milhões de toneladas; e na Hidrovia do Paraná-Tietê, de 5,78 milhões de toneladas para 5,80 milhões de toneladas. Em relação à frota, o número de embarcações na navegação interior cresceu 4,8% no ano passado frente a 2010. Atualmente existem 1.624 embarcações registradas operando nas hidrovias interiores brasileiras. Tiago Lima explicou que só na Hidrovia do Paraná-Tietê o número de embarcações deverá dobrar nos próximos três anos, com a inserção de mais de cem novas embarcações da Transpetro para o transporte de etanol, duplicando também o volume de carga transportado. Já na bacia da Região Amazônica, há projetos para inserção de mais 400 embarcações em diversos estaleiros pelo Brasil no próximo triênio. Segundo informou o diretor-geral em exercício da ANTAQ, a estimativa dos armadores é duplicar a quantidade de carga transportada.
Fonte: Agência Nacional de Transportes Aquaviários
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